Foi em 1962, ano em que casei com Leonor Guedes de Almeida, neta de Constantino de Almeida, que tive o primeiro contacto com o Douro e com a Quinta do Crasto. Esta é uma paixão que me acompanha há mais de 50 anos e que me tem dado grandes alegrias, mas que também tem implicado muitos sacrifícios.

Começamos a produzir os nossos vinhos Douro DOC em 1994, aos quais juntamos a comercialização de vinhos do Porto Vintage que faziam parte do stock da Quinta, começando pelo Vintage de 1978. A partir desse momento tive o gosto de associar ao projeto os meus três filhos, Miguel, Tomás e Rita, com quem compartilhei o grande prazer de colocar a Quinta do Crasto no mapa vinícola, tanto nacional como internacional.

Realizaram-se investimentos significativos, começando pela vinha (o mais importante para a qualidade dos nossos vinhos), com a plantação de mais de 35 hectares de vinha nos últimos anos e, continuando depois, com a remodelação da adega e dos armazéns e com a construção da nova cave de barricas.

Para poder responder ao crescente mercado decidimos investir de novo, neste caso no Douro Superior. Assim, em 2000 adquirimos a Quinta da Cabreira, uma propriedade de 150 hectares, onde plantamos 114 hectares de vinha e posteriormente, em 2006, adquirimos a Quinta do Querindelo, fortalecendo a resposta às nossas necessidades de crescimento.

Durante todo este percurso tem sido fundamental o trabalho das nossas equipas de enologia e viticultura que, com as suas experiências e estilos diferentes mas altamente enriquecedores, têm sido os responsáveis pela excelência e paixão aplicadas na elaboração dos nossos vinhos.

Esta tem sido uma grande aventura que felizmente nos tem trazido muitos êxitos ao longo destes últimos anos. E estou convencido de que esta não será a última aventura em que nos envolveremos. De certeza que haverá mais.

A paixão continua…

Jorge Roquette