Localizada na sub-região do Douro Superior, em Castelo Melhor, concelho de Vila Nova de Foz Côa, e usufruindo de um posicionamento premium na margem esquerda do Rio Douro, a Quinta da Cabreira é uma propriedade com 150 hectares de área total, 114 hectares dos quais são área útil de vinha: 110 hectares estão ocupados com vinhas novas e 4 hectares com vinhas velhas.

A Quinta da Cabreira foi adquirida pela Quinta do Crasto, S.A. na sequência de um plano de crescimento delineado pela empresa no final da década de 90 do século passado. Em 2000, a Quinta do Crasto começou a adquirir os terrenos necessários para a concretização deste ambicioso projeto: a produção de vinhos com um carácter mais internacional mas simultaneamente expressivo das características únicas deste terroir de eleição que é o Douro Superior, a região do Vale do Douro mais árida e com maior altitude (cerca de 610 metros).

Entre os anos de 2004 e 2009, foram implementadas vinhas novas na Quinta da Cabreira, recorrendo sobretudo a castas mais tradicionais do Douro, como a Rabigato, a Viosinho e a Verdelho, no caso das castas brancas plantadas em maior altitude (entre os 400 e os 450 metros), e como a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, a Touriga Franca, a Sousão, a Tinta Barroca e a Tinta Francisca, no caso das castas tintas plantadas em menor altitude (até aos 400 metros). Destas castas nascem os vinhos Crasto Superior Branco, lançado em 2014, e o Crasto Superior Tinto, lançado em 2008, o primeiro da gama a sair para o mercado.

Numa política empresarial voltada para a inovação e para a internacionalização da marca, sem nunca perder o espírito tradicional que caracteriza a Quinta do Crasto, as equipas de enologia e viticultura fizeram experimentações com castas diferentes, como as castas tintas Syrah e Alicante Bouschet. Esta busca por resultados qualitativos diferenciadores e surpreendentes acabaram por se traduzir na produção e no lançamento de um Vinho Regional Duriense – o Crasto Superior Syrah, o terceiro vinho da gama Crasto Superior – e que veio demonstrar o comportamento excecional que a casta obtém quando cultivada num terroir tão específico, especial e de excelência como é o Douro Superior.

A Quinta da Cabreira possui 109 parcelas de vinha, em altitudes que variam entre os 130 e 450 metros, e a sua sistematização caracteriza-se por um cultivo: das vinhas ao alto, em zonas com declive de até 30%; em patamares de 2 bardos, em plantios realizados até 2008 e em declives superiores a 30%; e em patamares de 1 bardo, em plantios realizados desde 2009 e em declives superiores a 30%, com o objetivo de obter uma maior homogeneidade nas uvas.

Com uma exposição solar predominantemente Norte e com temperaturas que podem atingir os 45 °C no Verão (pode haver uma variação de 0,5 °C por cada 100 metros de atitude), e uma precipitação que é há muitos anos inferior a 400 metros cúbicos por ano, toda a área de vinha da Quinta da Cabreira está coberta por um sistema de rega gota a gota com sondas de medição de humidade no solo que, complementado por uma estação meteorológica própria que faz o registo anual dos dados climatéricos, permite fazer frente ao clima seco, tão característico desta região árida, ajudando na tomada de decisões no que concerne os tratamentos fitossanitários das vinhas.

A produção da Quinta da Cabreira destina-se a complementar a produção da Quinta do Crasto, permitindo assim otimizar o nível de utilização das adegas de vinificação que a empresa possui. Cada pé de uma vinha nova na Quinta da Cabreira produz entre um a dois quilos de uva, sendo que um quilo de uva permite produzir uma garrafa de vinho de 75 cl. Anualmente, a Quinta da Cabreira produz cerca de 250.000 garrafas de Crasto Superior Tinto, 30.000 garrafas de Crasto Superior Branco e 20.000 garrafas de Crasto Superior Syrah. Plantado na bordadura das parcelas de vinha, o olival com 4.000 oliveiras da Quinta da Cabreira produz 30.000 garrafas de azeite virgem extra Quinta do Crasto Selection.